Lançado em 2011, o Projeto UFMG Te Espera busca incentivar estudantes do ensino médio da rede pública de educação a darem continuidade aos estudos a partir da divulgação de informações relacionadas à UFMG.

O projeto, idealizado pelo estudante Paulo Henrique Magalhães Oliveira, do 6º período do curso de Controladoria e Finanças, tem o apoio da Fump que participa com palestras e material de divulgação sobre a assistência estudantil.

No último dia 24 de agosto, o projeto foi apresentado a estudantes do ensino médio do bairro das Indústrias, localizado na Região do Barreiro, durante a 1ª Feira de Trabalho e Profissões. O evento faz parte do Programa Comunidade Viva, desenvolvido pela organização não governamental Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana (CDM).

O estudante Paulo Henrique contou sua trajetória até chegar à Universidade. “Sou de uma cidade pequena que fica na Zona da Mata mineira chamada Brás Pires. Sempre estudei em escola pública. Com muita determinação e esforço, consegui ser aprovado no vestibular e ingressar na UFMG. Hoje conto com o apoio fundamental da assistência estudantil para me manter na Universidade”.

A assistente social Avilméia de Souza Soares apresentou os programas desenvolvidos pela Fump e ressaltou que a Instituição e a UFMG atuam para garantir o direito dos  estudantes à assistência estudantil. No encerramento da palestra, ela fez questão de deixar um recado para a plateia formada, em sua maioria, por jovens de 14 a 18 anos: “vocês só precisam confiar em si mesmos e acreditar que são capazes. Espero vê-los em breve na UFMG”.

A coordenadora de Formação e Trabalho do Programa Comunidade Viva, Andréia Carvalho, afirmou que as palestras contribuíram para desmitificar o acesso de estudantes da rede pública às universidades federais. “A participação da Fump/UFMG  foi muito importante, tanto pelo fato de a UFMG ser uma instituição renomada e de grande respeitabilidade, como também por apresentar aos jovens oportunidades que muitos desconheciam até então”, observou.

Segundo Andréia, a falta de informações reforça a crença de que as universidades federais “são inacessíveis” para jovens da rede pública. “As palestras mostraram uma outra realidade. Ao final, os jovens pareciam estar mais motivados a buscar uma vaga em um curso superior”.

A estudante Bárbara Lima, do 3º ano da Escola Estadual Padre João Botelho, disse que  se sentiu mais motivada ao saber que a Universidade dispõe de programas de assistência estudantil que acolhem e auxiliam os alunos de baixa condição socioeconômica. A jovem vai disputar pela primeira vez uma vaga no curso de Medicina Veterinária. “Se é difícil passar no vestibular, imagine se manter na UFMG. Foi muito bom conhecer o trabalho desenvolvido pela Fump e saber que podemos contar com esse apoio”, enfatizou.